Resenha do dorama: O Rei Eterno, o retorno de Lee MinHo.

Resenha do dorama: O Rei Eterno, o retorno de Lee MinHo.

 

Poster com os atores principais de The King: Eternal Monarch
Poster de O Rei Eterno”

 

  • Drama: The King: Eternal Monarch 
  • Tradução Netflix: O Rei Eterno
  • Hangul: 더 킹: 영원의 군주
  • Diretor: Baek SangHoon
  • Roteirista: Kim EunSook
  • Emissora: SBS
  • Episódios: 16
  • Data de lançamento: 17 de abril a 12 de junho de 2020
  • Horário: Sexta e sábado às 22h
  • Idioma: Coreano
  • País: Coreia do Sul

Personagens principais

Lee Min Ho como Lee Gon

Kim Go Eun como Jeong Tae Eul

 

Personagens do Reino da Coreia

Guarda Real

Woo Do Hwan como Jo Young

Lee Hong Nae como Seok Ho Pil

Hwang Se On como Park in Young

Kang Hong Suk como Jang Mi Reuk (episódio 13)

 

Palácio 

Kim Young Ok como Noh Ok Nam

Kim Yong Ji como Myung Seung A

Jeon Mu Song como Lee Jong In

Baek Hyun Joo como Secretária Mo

Son Kyoung Won como Lee Seung Heon

Hwang Young Hee como Park Suk Jin/Min Seon Yeong

 

Personagens do passado (1994)

Kwon Yool como o Rei Lee Ho (episódios 1, 4 e 14)

Jeong Hyun Jun como Lee Gon criança

Jung Si Yul como Jo Young criança

 

Grupo da Primeira Ministra

Jung Eun Chae como Koo Seo Ryeong (Primeira Ministra)

Lee Hwang Eui como orientador de Koo Seo Ryeong

Kang Ki Doong como secretário Kim

Kim Jung Young como Kim Seong Ae (mãe da Primeira Ministra)

Park Ji Yeon como Park Ji Young

Tae in Ho como Koo Seo Ryeong criança (episódio 16)

 

Grupo do assassino Lee Lim

Lee Jung Jin como Lee Lim

Lee Hae Young como Yoo Kyung Moo

Bae Sung Il como Kim Gi Hwan

Kim Go Eun como Luna

 

Personagens da República da Coreia

Serviço Social

Woo Do Hwan como Jo Eun Sup

 

Polícia

Kim Kyung Nam como Kang Shin Jae

Park Won Sang como park Moon Sik

Heo Dong Won como Detetive Shim

Kang Hon Suk como Michael Jang

Song Sang Eun como Gyeong Ran

 

Grupo de Jeong Tae Eul

Jeon Bae Su como Jeong Do In (pai de Jeong Tae Eul)

Kim Yong Ji como Myung Na Ri

Kim Si Woo como Jeong Tae Eul criança

 

Família de Jo Eun Sup

Seol Woo Hyung como Jo Eun Woo

Jung Ye Na como Jo Eun Bi

 

Grupo de Kang Shin Jae

Hwang Young Hee como Min Hwa Yeon

Sojin como Jo Hae In

 

Grupo de Lee Lim 

Seo Jung Yeon como Song Jeong Hye

Yang Jo A como Senhora Baek

Park Ji Yeon como mulher grávida

Lee Hae Young como assistente do Lee Lim

Kim Jong Tae como Lee Sang Do

 

Observação sobre os personagens

Como vocês podem notar, esse em “O Rei Eterno” tem muitos personagens (e nem coloquei todos, já que alguns aparecem em um ou outro episódio) que acabam tornando-se relevantes ao longo da história. No entanto, você não precisa decorar o nome de cada um, mas lembre-se que é necessário ao menos guardar os momentos em que eles aparecem quando estão com os principais ou em algum momento suspeito, pois eles podem acabar aparecendo novamente mais para frente.

Novamente, esse é um dorama que requer atenção para que você não se perca nos detalhes.

 

Sinopse 

Em 1994, o Reino da Coreia, sofre um golpe. O Rei (Kwon Yool) é assassinado por seu irmão Lee Lim (Lee Jung Jin) e o filho do Rei, Lee Gon (Jeong Hyun Jun na versão criança) é apunhalado no pescoço.

Lee Lim quer possuir a lendária flauta Manpasikjeok, que possui poderes sobrenaturais. No entanto, durante o seu golpe, uma figura misteriosa aparece e atrapalha seus planos, fazendo-o ficar apenas com metade da flauta.

O pequeno Lee Gon consegue, em um último momento de força, puxar o cartão de identificação de polícia da figura misteriosa.

25 anos depois, no outono de 2019, o Rei Lee Gon (Lee Min Ho versão adulta) governa o Reino da Coreia e ele nunca esqueceu o que aconteceu. O cartão de identificação da figura misteriosa tinha nome e data.

Na mesma época, porém na República da Coreia, Jeong Tae Eul (Kim Go Eun) é a detetive da divisão de crimes violentos.

E é quando Lee Gon acaba por atravessar um portal direto para a República da Coreia, que ele finalmente conhece a dona da identificação: Jeong Tae Eul.

 

Observação sobre a sinopse

Pode parecer que a sinopse de “O Rei Eterno” está te dando spoilers demais ou até mesmo te contando muito da história, porém tudo que é dito são apenas informações que logo são apresentadas e, no intuito de que a pessoa entenda melhor o dorama que irá assistir, acho que elas acabam tornando-se necessárias.

 

Episódios

“O Rei Eterno” tem ao todo 16 episódios com um pouco mais de uma hora cada um. Eles não são enrolados ou arrastados, pelo contrário, sempre tem bastante informação e troca entre os dois mundos. Por isso, como vou enfatizar depois, requer que você preste bastante atenção.

 

Opinião sobre o dorama

A primeira pergunta que me fiz foi: valeu a pena acompanhar “O Rei Eterno” na Netflix? Sim, valeu. Eu faria de novo? Provavelmente não.

Vou começar dizendo que Lee MinHo é um ator muito querido, mas não é um dos meus favoritos. Os doramas em que está, em sua maioria, não são doramas que eu antecipo assistir por causa do elenco, mas sim por causa da história.

No caso de “O Rei Eterno”, não foi diferente. Assim que li a sinopse e vi a possibilidade de um drama envolvendo muitos paralelos e, de quebra, com a possibilidade de ser sem triângulo amoroso, meus olhos brilharam.

Eu não gosto de criar muita expectativa, mas confesso que acabei esperando bastante de como a história seria desenvolvida e… alguns pontos foram muito bons e outros tipo o romance nem tanto.

 

Cuidado! Contém alguns spoilerzinhos.

 

Como eu já disse antes e enfatizo porque, pra mim, isso foi crucial: esse é o tipo de dorama que você tem que assistir com muita calma e, de preferência, sem assistir um episódio hoje e outro daqui vinte dias, ou você vai acabar não entendendo é nada.

Sendo bem sincera, ficar esperando a próxima semana para assistir os episódios sempre dá uma certa raiva porque você fica querendo cada vez mais. Mas com “O Rei Eterno” eu fiquei com raiva duas vezes porque além de querer saber o que acontecia, eu queria manter as coisas frescas na mente. E isso é mais fácil quando a gente tá assistindo algo já encerrado ao invés de acompanhando né?

Então se você não assistiu e tá sem nada pra fazer, após ler essa resenha e achar que esse dorama é pra você, eu incentivo a assistir tudo de uma vez pra não ter erro.

Como se trata de um dorama que trabalha mundos paralelos, nós temos personagens iguais com nomes diferentes. Alguns são extremamente importantes e outros são relevantes, mas como eu mencionei, não precisa decorar todos os nomes, basta prestar atenção. E eles sabem que é um negócio confuso, então em vários momentos você vai notar que eles colocam penteados e estilos bem diferentes para que fique claro quem é quem.

Lee Min Ho como Lee Gon em O Rei Eterno
Lee Min Ho como Lee Gon

Então vamos lá! A história se passa na Coreia e, em um dos mundos ela é uma Monarquia, onde o Lee Gon (personagem de Lee MinHo) é o Rei. No outro mundo, a Coreia do Sul é exatamente como conhecemos, uma República.

Essa é sem dúvidas uma das partes mais atrativas da história. A possibilidade de ver uma Coreia como Monarquia, mas sem ser aqueles doramas de época, é muito interessante. 

Eles falam um pouco da história da Coreia, onde mais ou menos as coisas mudaram para que se seguisse a linha da Monarquia ou a linha da República. E eles também comentam sobre não existir uma Coreia do Sul e Coreia do Norte no Reino, permitindo que você vá para as cidades que, na República da Coreia, são na Coreia do Norte, com facilidade por não haver barreiras.

O dorama na parte do Reino quase todo se passa dentro do Palácio, mas eles também mostram bastante da Coreia em si e as mudanças em relação às cidades ou locais da Monarquia para a República.

Há também divergências na moeda utilizada e, claro, no tratamento para com as pessoas. No começo, Lee Gon conta pra todo mundo que ele é o Rei da Coreia e a importância do seu cavalo Maximus, mas é óbvio que ninguém o leva a sério. 

Inclusive é uma fofura a relação do Min Ho com o cavalo durante as filmagens :’)

Como Lee Gon era um jovem estudioso, ele não demorou muito para compreender a possibilidade de ter feito uma viagem a um mundo paralelo e tampouco relutou com essa ideia. No entanto, não podemos dizer o mesmo de Jeong Tae Eul que, desde o começo, não aceita nada dessa história de existir outro mundo e ainda enfatiza que a terra é plana.

Confesso que no começo achei a Jeong Tae Eul muito relutante em ouvir o que Lee Gon queria dizer, suas ideias, mas você acaba compreendendo que ela é uma policial com mais o que fazer do que ouvir um cara que parece um lunático quando fala que é Rei.

E o fato de Jeong Tae Eul ser policial é outro fator super importante! Pode parecer um pouco confuso o que realmente foi pra mim, mas todos os casos em que eles trabalham desde o começo do dorama tem ligação com a história.

Quero aproveitar e fazer uma reclamação que andei reparando em alguns doramas nos últimos tempos e que acaba deixando as coisas ainda mais confusas pra mim: por que diabos eles encerram um episódio com uma cena que te faz querer roer as unhas para, no próximo, eles começarem de um lugar completamente diferente?

Isso aconteceu algumas vezes em “O Rei Eterno” e juro que eu precisei pausar o dorama, voltar e ter certeza de que estava assistindo o episódio correto porque parecia que eu estava assistindo um episódio completamente diferente daquele em que eu havia parado.

Sei lá, pra mim acaba quebrando um pouco o clima e a expectativa. Em um dos episódios em específico eu super fiquei esperando a continuação no episódio seguinte e o que me veio foi uma cena nova.

Mas vida que segue né.

Enfim. É bem por aí que a história toda começa a se desenvolver. Ambos os mundos estão conectados de alguma forma, você logo nota que Lee Lim está tramando alguma coisa e que Lee Gon ter ido até a República da Coreia tem um motivo.

Pra mim estava tudo indo muito bem com essa história do Lee Gon viajar pra República da Coreia e depois precisar voltar pra Monarquia, desejar que a tenente entendesse de uma vez por todas que existia sim outro mundo e que ele precisava entender o que estava acontecendo.

Mas, de repente, eu acabei perdendo um pouco do encanto com o dorama.

Kim Go Eun como a Tenente Jeong Tae Eul
Kim Go Eun como a Tenente Jeong Tae Eul

 

O romance. Essa mania que os doramas tem de enfiar romance de um jeito que, pra mim, acaba cagando com o meu clima de felicidade. 

Em um momento Jeong Tae Eul não quer nem ver Lee Gon, é super ríspida com ele e em tentar compreender toda a situação de mundos paralelos, o que faz com que ele precise provar sua história e, claro, nada melhor do que levá-la ao seu próprio Reino. Ele faz isso.

Até aí, tudo ótimo né? Eu também achava. Porém, quando ele levou ela para o seu Reino e ela finalmente passou a compreender a dimensão da situação, eu achei que as coisas aconteceram de uma forma meio… esquisita.

Kim Go Eun e Lee Min Ho como Jeong Tae Eul e Lee Gon em O Rei Eterno
Kim Go Eun e Lee Min Ho como Jeong Tae Eul e Lee Gon

Sei lá, eles desenvolvem um romance em uma velocidade muito rápida pro meu gosto.

Não sei, pode ser exagero da minha parte e eu até entendo que talvez seja por eles terem uma forte ligação, mas eu achei que a Tae Eul passou de uma pessoa que queria que o Lee Gon sumisse logo — embora ela relutasse e desse sempre uma chance pra ele, mesmo quando isso a irritava —, pra uma pessoa que, do nada, estava desesperada sentindo falta do cara e vários eu te amo

Na minha opinião, a situação em si foi meio rápida da parte dela, porque eu não consegui sentir toda a química, não consegui sentir toda essa paixão apesar de serem um casal muito fofo. 

 

Não sei, eu senti amor, mas não o amor que me fazia querer chorar só de pensar nos obstáculos que os dois precisavam enfrentar. 

Talvez o problema em si não tenha sido nem o romance, mas o fato de eu não ter sentido química suficiente entre os dois atores. Acho que foi mais uma coisa de conexão que acabou não rolando comigo e com eles. Acontece né.

Enfim, foi o que eu senti quando assisti.

Mas, ao menos não tivemos, de fato, um triângulo amoroso. A possibilidade estava ali, mas felizmente eles foram sensatos e viram que não havia a menor necessidade de estragar tudo com algo que não teria nenhuma relevância para a história.

Lee Min Ho e Woo Do Hwan como Lee Gon e Jo Young em O Rei Eterno
Lee Min Ho e Woo Do Hwan como Lee Gon e Jo Young

 

O único triângulo amoroso que a gente poderia aceitar e infelizmente não acontece seria o do Jo Young apaixonado pelo Lee Gon e que, ao meu ver, poderia ser um casal maravilhoso se a Coreia explorasse essa possibilidade.

 

Foto do ator Woo Do Hwan em seus dois personagens em O Rei Eterno
Woo Do Hwan como Eun Sup e Jo Young

 

Inclusive, eu dou meu mundo todinho pro Do Hwan nesse dorama porque a atuação dele foi simplesmente fenomenal. Os dois personagens, Jo Young e Eun Sup, são bem distintos um do outro, tanto em personalidade quanto fisicamente, e eu fiquei impressionada em como ele trabalhou extremamente bem os dois.

Sério, se você quer um motivo, além do enredo, pra assistir esse dorama, eu digo que você deve assistir pelo Woo Do Hwan porque ele foi tudo do começo ao fim!

 

 

E não só ele, mas eu também gostei bastante da Kim Go Eun (que eu já conhecia de Goblin) trabalhando duas personagens bem distintas. Além da Kim Yong Ji que teve duas personagens super fofas.

Kim Go Eun como Luna em O Rei Eterno
Kim Go Eun como Luna

 

Continuando…

Depois disso eles obviamente continuam com o desenrolar da história, mas em paralelo com o romance dos dois, que precisa ultrapassar a barreira de mundos paralelos.

Particularmente, apesar de em alguns momentos eu achar meio confuso por precisar lembrar quem era determinada pessoa que não costumava aparecer muito, eu gostei muito de várias surpresas que surgiram ao longo da história. De um modo geral, teve um bom desenrolar e os episódios 14 e 15 foram do tipo que te faz querer logo assistir ao último.

No entanto, quando chegou no episódio 16, eu confesso que me decepcionei um pouco. E aqui é totalmente da minha parte, talvez porque eu esperasse algo diferente do que foi fornecido, no sentido de algo mais triste do que o modo como terminou. Louca, né? Porque quem em sã consciência ia real querer um final triste ou em aberto, mas acho que foi um sentimento que tive na época quando finalizei o episódio 15.

Considerando a história toda, eu acho que eles encaixaram um final bem legal para os personagens principais e que foi de certo modo realista para as circunstâncias. 

Claro que tiveram momentos tristes devido a todo o acontecimento e eu queria que esses personagens tivessem finais mais felizes, mas não teria sido coerente e, nesse ponto, foi muito bom darem os finais que deram.

E também tivemos desfechos para alguns personagens que foram bastante prazerosos e justos.

Ah! E eu não posso esquecer de comentar da OST, é claro. Minha música favorita foi a Orbit cantada pela nossa maravilhosa Hwasa. Vale a pena conferir!

 

Então é isso.

Acho que “O Rei Eterno” é recomendado principalmente pra quem gosta muito do tema mundos/universos paralelos, da fotografia e desse tipo de drama que eles proporcionam.

Se você assistiu “O Rei Eterno”, me conta aqui nos comentários o que você mais gostou e deixou de gostar!

 

Assista na Netflix.

 

Fonte das fotos: Soompi

Fonte sobre o dorama e personagens: Asian Wiki

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